Via da Prata de Mérida a Salamanca

Via da Prata de Mérida a Salamanca - Paquete turístico

Vía de la Plata de Mérida a Salamanca é uma viagem projetada para percorrer livremente o trecho entre Mérida e Salamanca com a tranquilidade de ter os serviços essenciais resolvidos. O itinerário é realizado em 11 dias e 10 noites e percorre 270 km, por isso se encaixa especialmente bem em viajantes com certa experiência ou em aqueles que buscam uma rota longa e exigente, mas com uma organização clara desde o primeiro dia.

Com preço a partir de 545 €, esta proposta inclui translado de bagagens, atendimento telefônico durante toda a viagem e seguro de viagem. Vía de la Plata de Mérida a Salamanca é uma opção muito recomendável para aqueles que desejam enfrentar um percurso de grande fundo ao seu ritmo, com maior conforto no dia a dia e a segurança de contar com serviços já incluídos durante toda a viagem.

Fotos

Alojamentos

  • Conforto privativo (Pensões, casas rurais e pequenos hotéis)

Serviços

Incluídos em todas as nossas rotas

  • Alojamento

    12 dias / 11 noites

  • Assistência telefônica para emergências no caminho

  • Credencial do Peregrino

  • Documentação completa (Dossiê e material do Caminho)

  • Seguro de viagem

  • Traslado de bagagem durante as etapas. (1 volume por pessoa máx 15 kgs)

Opcionais

  • Noite extra
  • Suplemento por quarto individual
  • Pequenos-almoços
  • MP (Café da manhã e jantar)
  • Seguro de cancelamento

Mapa da

Mapa Camino Via Plata Merida Salamanca Jpg LlCvo

Etapas

  • dia 1

    Chegada a Mérida

    Deixamos para trás Torremejía por um caminho paralelo à N-630, que conecta Sevilha e Mérida. Alternamos trechos por trilha e acostamento até cruzar a EX-105 e continuar por um caminho de terra que nos aproxima da Vega do Guadiana.

    Entramos em Mérida pelo bairro Bellavista, cruzamos o Ponte Romano sobre o Guadiana e finalizamos a etapa na Praça de Espanha.

    A ter em conta

    Etapa simples e algo monótona. Recomenda-se chegar cedo a Mérida para desfrutar de seu patrimônio. Precaução nos trechos por estrada.

    Lugares de interesse

    • Anfiteatro – Mérida
    • Teatro romano – Mérida
    • Praça de Espanha – Mérida
    • Museu Nacional de Arte Romano – Mérida

    Pratos típicos

    • Batatas ao rebujón
    • Gazpacho
    • Alho branco
    • Legumes cozidos
    • Carnes de caça
    • Trutas
  • dia 2

    Etapa 1. Mérida - Alcuéscar (35,9 km)

    Deixamos para trás a localidade de Mérida a partir da concatedral de Santa Maria la Mayor, para nos dirigirmos à rua do Ferrocarril, onde cruzaremos as vias do trem. Pouco mais à frente cruzaremos um riacho e nos desviaremos até o aqueduto romano de Los Milagros. Continuamos em frente ignorando as rotatórias para chegar à estrada do Embarque de Proserpina, que seguimos até cruzar a A-5 por uma ponte e continuar em direção ao reservatório.

    Contornamos a barragem e deixamos para trás a urbanização Proserpina para nos dirigirmos a um caminho de terra em direção a Carrascalejo. É importante prestar atenção, pois esta saída é fácil de passar despercebida. Deixamos Carrascalejo para trás e seguimos um caminho à direita que nos leva a cruzar a A-66 para chegar a Aljucén.

    Abandonamos Aljucén pela N-630, cruzamos o rio Aljucén e começamos uma subida progressiva. Antes de uma área de serviço abandonada, nos desviamos por um caminho através de dehesas que atravessa o Parque Natural de Cornalvo. Ao sair do parque, entramos na província de Cáceres e continuamos até o Arco de Cáparra. Nesta área, é importante seguir bem as setas amarelas. Seguimos até a Cruz de San Juan, de onde pegamos um colado e viramos à direita para percorrer os últimos 5 quilômetros até Alcuéscar.

    A ter em conta

    Esta etapa é longa e um pouco mais exigente que as anteriores, embora também mais variada e divertida. Alguns peregrinos optam por encurtá-la passando a noite em Aljucén, mas recomendamos, se possível, continuar até Alcuéscar.

    Lugares de interesse

    • Ermida de Nossa Senhora da Assunção – Alcuéscar
    • Ermida da Virgem de Fátima – Alcuéscar
    • Igreja de São André – Aljucén
    • Igreja de Santa Lúcia do Trampal – Alcuéscar

    Pratos típicos

    • Calderetas
    • Escabeches de favas e de tencas
    • Embutidos ibéricos
    • Migas
    • Vinho de pitarra
  • dia 3

    Etapa 2. Alcuéscar - Cáceres (37,4 km)

    Abandonamos a localidade de Alcuéscar para nos encaminharmos desde uma pista asfaltada a uma pista de terra entre oliveiras, sobreiros e carrascos próprios da província de Cáceres. O caminho voltará a quase sete quilômetros ao asfalto, embora voltará a ser de terra para poder cruzar a Ponte Medieval sobre o rio Ayuela. A seguir, dirigimo-nos à N-630, deixando para trás Casas de Don Antonio, e continuaremos paralelo à mesma até chegar ao arroyo Santiago, que cruza por uma ponte romana.

    Mais adiante cruzaremos a nacional para chegar a um desvio para Aldea del Cano, onde encontraremos a modesta igreja de Aldea del Cano, muito digna de ver.

    Seguiremos o caminho oficial em frente até chegar à A-66, que cruzaremos por um passo inferior para chegar, alguns quilômetros depois, ao Aeródromo de la Cervera. Deixamos para trás este lugar e seguiremos diretos à Ponte Velha da Mocha, que cruza sobre o rio Salor. Esta ponte nos dá acesso à localidade de Valdesalor, onde poderemos tomar um respiro para enfrentar o trecho final da etapa.

    Cruzamos a N-630 e, passada uma área de serviço, nos desviaremos para nos dirigir por um caminho de terra até cruzar a A-66 e mais tarde a N-630, pelo qual continuaremos até chegar ao Porto das Camellas. Daqui seguiremos entre desvios e caminhos de terra até a cidade de Cáceres, à qual entraremos pela entrada de um posto de gasolina. Continuamos para chegar aos restos da Ponte de San Francisco, que nos dá as boas-vindas à cidade a partir da rotatória onde estão expostos. Uma vez aqui, continuaremos pelas ruas até a Praça Maior de Cáceres.

    A ter em conta

    Esta etapa é bastante longa e desemboca na cidade de Cáceres, por isso, se você quiser aproveitar para descobri-la com tempo, o ideal é encurtar a etapa para não chegar muito tarde, ou sair bem cedo de Alcuéscar. Como sempre, tenham cuidado com as zonas de estrada e adequem o caminho ao que for mais confortável para vocês.

    Lugares de interesse

    • Concatedral de Santa Maria – Cáceres
    • Igreja de São Martinho – Aldeia del Cano
    • Ermida do Pilar – Casas de Don Antonio
    • Igreja Paroquial da Conversão de São Paulo – Valdesalor

    Pratos típicos

    • Tenca
    • Escabeche de tencas
    • Carnes de porco ibérico
    • Chanfaina
    • Buche com berzas
    • Morcilla e callos casareños
    • Roscos de vinho e Torta de Casar
    • Rosquinhas de alfajor
  • dia 4

    Etapa 3. Cáceres - Alcántara (33,8 km)

    Abandonamos a cidade extremenha pela avenida das Delícias, deixando para trás a praça de touros para chegar à estrada de Casar, por onde saímos de Cáceres. Continuaremos pela nacional N-521 no acostamento até chegar a um caminho que nos leva a uma área descampada, que continuaremos até cruzar a A-66 por um passo inferior. Entramos então em Casar de Cáceres, onde, se tiverem saído tarde da capital, podem passar a noite sem preocupações.

    Igualmente Casar de Cáceres é um bom lugar para fazer uma pausa no caminho, assim que já descansados (muito, ou um pouco) nos dirigimos daqui para o Embalagem de Alcântara. Sairemos da localidade deixando para trás uma preciosa ermida de Santiago para nos dirigirmos pelo caminho através de campos de gado onde pastam os animais. Vêem aqueles pilares de pedra? São marcos romanos, e eram utilizados para marcar as distâncias a cada milha romana.

    Se continuarmos por este caminho, iremos encontrando vários marcos.

    Passamos por várias propriedades, entre elas a Finca Berrueto, para chegar às obras do AVE (trem de Alta Velocidade) que devemos contornar por um caminho próximo da já conhecida N-630. Agora tomaremos um caminho com várias descidas paralelo a esta estrada, que nos leva a cruzar o rio Almonte, para ir contornando a barragem até cruzar o rio Tejo, por onde chegaremos ao albergue.

    A ter em conta

    Esta etapa é bastante longa e há pessoas que a encurtam e alongam à vontade. Nós recomendamos não passar a noite em Casar de Cáceres e seguir este itinerário, já que o fim da etapa nos deixa em um albergue de onde se vê a totalidade do Embalagem de Alcântara, e é um lugar refrescante após tanta planície extremenha.

    Lugares de interesse

    • Ermida de Santiago – Casar de Cáceres
    • Igreja de Nossa Senhora da Assunção – Casar de Cáceres
    • Igreja de São Pedro – Embalse de Alcântara
    • Praça da Constituição – Embalse de Alcântara
    • Igreja de Santa Maria da Consolação – Barragem de Alcântara

    Pratos típicos

    • Origüelos
    • Rãs fritas
    • Peixe em conserva
    • Morengas
    • Cagajones
    • Chanfaina
    • Mel
  • dia 5

    Etapa 4. Alcántara - Grimaldo (20 km)

    Abandonamos o albergue do Embalso de Alcántara pela nacional a 600 metros que nos dirige a um caminho pelo sul do Cerro Garrote, de onde vemos umas bonitas vistas do embalse, até cruzar a plataforma do AVE, via que no futuro conectará com Grimaldo. Continuamos acompanhados das obras de alta velocidade para voltar a cruzá-las em direção a Cañaveral, na encosta da Serra do Arco. Chegamos à ponte de San Benito, originária do século XIV, e a cruzamos para nos dirigir a 300 metros pela N-630 e chegar a Cañaveral.

    Abandonamos a aldeia pela rua Real, não sem antes fazer uma pausa e nos abastecer, para nos dirigir novamente à nacional, pela qual nos dirigiremos a um caminho que coincide com o Caminho Natural do Tejo, que nos poupa um quilômetro de estrada, embora evite a passagem pela ermida de San Cristóbal e a Fonte da República.

    Continuamos até ver dita fonte para seguir a subida até o Alto dos Castanhos, de onde nos dirigimos em descida ao Porto dos Castanhos.

    Uma vez aqui, nos encaminhamos pela EX-371 que nos leva a um caminho entre sobreiros, e continuamos até chegar a um vadeio de um riacho. Daqui, nos desviamos para Grimaldo se precisarmos repor forças ou se quisermos finalizar a etapa.

    A ter em conta

    Esta etapa é algo curta, mas também muito completa em paisagens. Desfrutaremos desde as vistas do Embalso de Alcántara até a subida ao Alto dos Castanhos, que pode resultar exigente. Não recomendamos alongar a etapa mais além de Grimaldo, uma vez que a próxima parada se encontra a mais de 12 quilômetros de distância.

    Lugares de interesse

    Pratos típicos

    • Limas
    • Migas e embutidos
    • Saladas da horta
    • Presunto ibérico
    • Caldereta
  • dia 6

    Etapa 5. Grimaldo - Carcaboso (30,2 km)

    Abandonaremos Grimaldo desde a estrada para Holguera, de onde chegaremos a um passo inferior onde cruzamos a A-66. Continuamos pelo caminho através das dehesas e das florestas de sobreiros até chegar a um desvio na altura de dois portões verdes.

    Por um lado, o caminho nos desvia para Riolobos, avançando por um caminho de terra protegido por um muro de pedra até chegar a uma pista que nos conduz à margem do Jerte. Alcançamos Riolobos, onde encontraremos todos os serviços necessários para descansar e repor forças. Daqui encontramos outro desvio: a opção mais curta nos leva pela direita da CC-293 até reencontrarmos o caminho original; a outra opção passa pela estrada, cruza o ribeiro de El Boquerón del Rivero e chega à capela de Nossa Senhora de la Argamasa, continuando até Galisteo.

    O caminho original continua em frente, cruzando o mesmo ribeiro e retomando a estrada de Riolobos. Cruzamos o canal da margem direita do Jerte e seguimos até o Arroyo de las Monjas, que nos leva diretamente a Galisteo.

    Abandonamos Galisteo da Praça de Espanha, cruzamos a muralha e saímos para a Ponte Romana que cruza o Jerte, na verdade uma ponte medieval. Daqui chegamos à EX-A1 e continuamos até Aldehuela del Jerte. Finalmente, seguimos pela estrada durante cerca de 5 quilômetros até Carcaboso.

    A ter em conta

    Esta etapa é bastante longa e oferece várias alternativas para adaptá-la de acordo com as preferências. Pode ser feita mais curta ou mais longa dependendo dos desvios escolhidos. Recomendamos planejar bem a etapa no dia anterior. Além disso, a próxima etapa tem 38 quilômetros, portanto não convém encurtar demais esta jornada.

    Lugares de interesse

    • Ponte de Manrique de Lara – Galisteo
    • Muralha de Galisteo – Galisteo
    • Torre de la Picota – Galisteo
    • Igreja da Assunção – Galisteo
    • Igreja de Santiago Apóstolo – Carcaboso

    Pratos típicos

    • Chouriços e tripas
    • Batata em vinagre
    • Salada de batata
    • Migas e frite galisteo
    • Landrillas e chanfaina
    • Língua à galisteña
    • Huesillos e coquillos
  • dia 7

    Etapa 6. Carcaboso - Aldeanueva del Camino (38,3 km)

    Abandonaremos a localidade de Carcaboso por uma pista de terra que leva até um cubo da Junta de Extremadura que nos indica a direcção a Aldeanueva del Camino, e nos leva até uma alternativa que nos alonga o caminho um quilómetro sem motivo. Continuamos pelo asfalto para chegar a uma leve subida, que nos leva a um trilho entre sobreiros por onde continuamos através das dehesas até a Finca Dehesa Venta Quemada, por onde seguiremos pelo caminho de terra que nos leva ao famoso Arco de Cáparra.

    A uns metros daqui encontrareis o único ponto de abastecimento da rota: umas máquinas de venda automática.

    Passamos pelo arco e continuamos pela pista de serviço para chegar até um desvio que nos levará ao albergue Asturias, que se encontra a dois quilómetros e meio deste ponto. Se continuarmos chegamos à estrada de Casas del Monte, que nos leva a uma pista de terra que nos dá passagem perto de uma casa em ruínas.

    Cruzamos a A-66 por um passo inferior e nos dirigimos a um caminho que se afasta da nacional e da autoestrada, para entrar em um precioso caminho entre dehesas e gado bovino que nos leva até alguns cortijos. Daqui cruzaremos a A-66 por um túnel que nos leva a um trilho que nos leva diretamente a Aldeanueva del Camino.

    A ter em conta

    Esta etapa é uma das mais longas, por isso há opções de encurtá-la, como o desvio para Oliva de Plasencia ou mais adiante em Jarilla. Nossa recomendação é planificar a etapa com antecedência antes de sair de Carcaboso e adaptar o percurso segundo as vossas sensações para decidir se parar ou não antes de chegar a Aldeanueva del Camino.

    Lugares de interesse

    • Arco de Cáparra
    • Igreja de Nossa Senhora de São Servando – Aldeanueva del Camino
    • Igreja de Nossa Senhora do Olmo – Aldeanueva del Camino

    Pratos típicos

    • Caldereta de cabrito
    • Batatas escabechadas
    • Magro com pimentos e migas extremenhas
    • Orelhas de porco e chouriço estufado
    • Rosquinhas, sopa doce e mantecados
  • dia 8

    Etapa 7. Aldeanueva del Camino - La Calzada de Béjar (21,8 km)

    Abandonamos a localidade de Aldeanueva pela nacional N-630, que nos leva a cruzar a A-66, para continuar pelo acostamento da nacional até o Camping Las Cañadas, onde poderemos fazer a primeira pausa em nosso caminho para Calzada de Béjar. Continuaremos por um caminho intermitente entre asfalto e trilha de terra, contornando o reservatório de Baños, para chegar ao município de Baños de Montemayor, onde encontraremos os banhos romanos que deram origem ao seu nome.

    Deixamos para trás Baños de Montemayor pela parte alta do município para voltar à nacional, de onde passaremos para uma calçada pavimentada romana que irá subir durante alguns quilômetros em uma acentuada subida ao Porto de Béjar. Entramos na Comunidade de Castilla e León, e como boas-vindas nos espera um posto de gasolina com uma loja e um bar.

    Deixamos a estrada para pegar um caminho que cruza por baixo da A-66 para continuar por um caminho florestal em descida entre carvalhos e sobreiros até chegar à Ponte romana da Malena, sobre o rio Cuerpo de Hombre. Continuamos por este caminho, encontrando um dos miliários melhor conservados do caminho para finalmente nos dirigirmos pelo trecho de calçada pavimentada que nos levará à localidade de La Calzada de Béjar.

    A ter em conta

    Embora a etapa seja curta, tem alguns desníveis como a subida ao Alto de Béjar, que a tornará um pouco mais complicada. Embora possamos enfrentar a subida sem problemas, recomendamos que aproveitem esta etapa para descansar das duas anteriores, desfrutando de tudo o que tem a nos oferecer.

    Lugares de interesse

    • Edifício do Balneário – Baños de Montemayor
    • Catedral de Plasencia – Baños de Montemayor
    • Igreja de Nossa Senhora da Assunção – Calzada de Béjar
    • Fortim Romano – Calzada de Béjar

    Pratos típicos

    • Cordeiro lechal ao estilo Béjar
    • Batatas revoltas
    • Bacalhau à bejarana
    • Embutidos ibéricos
  • dia 9

    Etapa 8. La Calzada de Béjar - Fuenterroble de Salvatierra (27,9 km)

    Abandonamos Calzada de Béjar deixando para trás a igreja para sair para a estrada, que nos levará até um caminho e que nos acompanhará em nosso trajeto até Fuenterroble de Salvatierra. Continuaremos e cruzamos a C-515 para chegar a um passeio junto a miliários romanos que nos acompanham até cruzar o rio Sangustín, que nos devolve a um caminho após alguns metros de asfalto para continuar até Valverde de Valdelacasa. Abandonamos esta população, não sem antes tomarmos um respiro, e continuamos perto da estrada de Guijuelo até a localidade de Valdelacasa.

    Cruzamos esta estrada para atravessar Valdelacasa e voltar a um caminho de terra que nos devolve a uma pista de estrada que seguiremos até deixar para trás uma pedreira. A seguir, saímos para a estrada local que nos levará reto durante cerca de quatro quilômetros de descida suave até Fuenterroble de Salvatierra, nosso final de etapa de hoje.

    A ter em conta

    Esta etapa é bastante curta e tranquila, além de estar bem sinalizada por miliários e pela sinalização própria do Caminho. Embora a etapa seja curta, não recomendamos alongá-la até a próxima localidade, já que se encontra a quase quinze quilômetros de Fuenterroble de Salvatierra, fazendo com que a etapa se torne longa demais se começarmos em Calzada de Béjar. Por isso, recomendamos passar a noite aqui e desfrutar do lugar.

    Lugares de interesse

    • Igreja Gótica de Santa Maria la Blanca – Fuenterroble de Salvatierra
    • Parque temático da Vía de la Plata – Fuenterroble de Salvatierra
    • Os miliários e os restos da calçada romana – Fuenterroble de Salvatierra

    Pratos típicos

    • Presunto de Guijuelo
    • Produtos da terra elaborados com trigo e cevada
    • Embutidos ibéricos
    • Queijo de cabra
  • dia 10

    Etapa 9. Fuenterroble de Salvatierra - San Pedro de Rozados (20,6 km)

  • dia 11

    Etapa 10. San Pedro de Rozados - Salamanca (20,6 km)

    Abandonamos a localidade de Fonte de Cantos pela praça da Constituição, em direção à estrada de Medina de las Torres, de onde nos desviaremos para uma antiga calçada romana em direção a Zafra. Não muito depois, chegamos a Calzadilla de los Barros, à sombra dos campos de cultivo. A partir daqui, continuaremos por um caminho paralelo à N-630, da qual nos afastaremos em breve enquanto cruzamos vários ribeiros. Seguimos avançando entre campos de cultivo e propriedades pecuárias, cruzamos as vias ferroviárias e nos dirigimos a Puebla de Sancho Pérez, onde poderemos fazer uma pequena pausa antes de enfrentar os últimos 4 quilômetros. Deixamos para trás esta localidade e continuamos por um caminho paralelo à estrada Velha de Puebla até entrar em Zafra.

    A ter em conta

    Não é uma etapa demasiado longa, mas pode ser encurtada fazendo noite em Puebla de Sancho Pérez. É uma etapa bastante monótona, já que desde Fonte de Cantos atravessamos zonas de cultivo com pouco atrativo turístico até chegar a Zafra. Estes trechos podem ser ideais para a reflexão e o autodescobrimento, parte essencial do Caminho de Santiago.

    Lugares de interesse

    • Igreja de Santa Lucía – Puebla de Sancho Pérez
    • Igreja de San Salvador – Calzadilla de los Barros
    • Ermida de Nossa Senhora de Belém
    • Colegiada da Candelária – Zafra
    • Casa do Ajimez – Zafra

    Pratos típicos

    • Retinto
    • Caldereta de cordeiro ou porco
    • Rabo de touro
    • Migas
    • Corações de amêndoa
    • Pastéis de Santa Clara
  • dia 12

    Fim do Caminho

    Após chegar... Fim do caminho

Perguntas Frequentes

  • Quanto tempo leva para percorrer a Vía de la Plata?

    A Vía de la Plata começa em Sevilha e tem pela frente quase 1000 quilômetros até Santiago de Compostela. Quanto aos dias e etapas, pode ser dividida de duas formas, pois depende de qual Caminho se finaliza. Esta rota compartilha o trecho final com o Caminho Francês desde Astorga (Leão), ou com o Caminho Sanabrés em Granja de Moreruela (Zamora):

    • Pelo Caminho Francês, tem 38 etapas, portanto, 38 dias;
    • Pelo Caminho Sanabrés, tem 36 etapas, portanto, 36 dias.

    Cada etapa seria a distância que você percorre em um dia, desde a localidade de início até a de final da caminhada, onde você passará a noite. As etapas podem variar em distância e dificuldade, e é importante ter em mente que podem ser ajustadas de acordo com seu ritmo e condição física. Alguns peregrinos optam por dividir certas etapas longas ou difíceis, ou então alongar aquelas mais curtas ou simples de caminhar. Tudo depende de ter um lugar onde dormir.

  • Quantas etapas tem a Vía de la Plata?

    A Vía de la Plata começa em Sevilha e tem pela frente quase 1000 quilômetros até Santiago de Compostela. Quanto às etapas, pode-se dividir em etapas de duas formas, pois depende de qual Caminho se finaliza. Esta rota compartilha o trecho final com o Caminho Francês desde Astorga (León), ou bem com o Caminho Sanabrés em Granja de Moreruela (Zamora):

    • Pelo Caminho Francês, tem 38 etapas;
    • Pelo Caminho Sanabrés, tem 36 etapas.

    É importante ter em mente que essa distância pode variar de acordo com as possíveis variantes ou caminhos complementares e alternativos que o peregrino decida tomar durante a rota. Cada etapa seria a distância que você percorre em um dia, desde a localidade de início até a de final de caminhada, onde você passará a noite. As etapas podem variar em distância e dificuldade, e é importante ter em conta que podem ser ajustadas de acordo com seu ritmo e condição física. Alguns peregrinos optam por dividir certas etapas longas ou difíceis, ou bem alongar

  • Quantos quilômetros há na Rota da Prata?

    Os quilômetros totais da Rota da Prata desde Sevilha dependem de como se chega a Santiago de Compostela. Esta rota histórica tem dois possíveis “finais”:

    • Pelo Caminho Francês desde Astorga (León): cerca de 1000 quilômetros;
    • Pelo Caminho Francês desde Granja de Moreruela (Zamora): cerca de 970 quilômetros.

    É importante ter em mente que essa distância pode variar de acordo com as possíveis variantes ou caminhos complementares e alternativos que o peregrino decidir tomar durante a rota.

  • Quais rios atravessam a rota do Prata?

    A Vía de la Plata, uma das rotas históricas do Caminho de Santiago, atravessa vários rios, ribeiros, córregos, reservatórios e lagos importantes ao longo de seu percurso de Sevilha até Santiago de Compostela. Entre os rios mais destacados que cruzam os peregrinos nesta rota estão:

    • Guadalquivir (Sevilha)
    • Guadiana (Mérida)
    • Tajo (Cáceres)
    • Tormes (Salamanca)
    • Duero (Zamora)

    Continuando pelo Caminho Francês:

    • Esla (Zamora)
    • Órbigo (Leão)
    • Sil (Leão)
    • Miño (Lugo)

    Continuando pelo Caminho Sanabrés:

    • Miño (Ourense)
    • Ulla (A Coruña)
    • Sar (A Coruña)
  • Quem criou a Rota da Prata?

    A Vía de la Prata não foi criada originalmente como uma rota de peregrinação, mas como uma estrada romana construída durante o Império Romano. Seu propósito principal era conectar as cidades de Emerita Augusta (atual Mérida) e Asturica Augusta (atual Astorga), facilitando o comércio, o transporte militar e as comunicações ao longo da península ibérica.

    Com o tempo, esta rota se transformou em um caminho estratégico tanto para o comércio, a guerra e os peregrinos do sul da Espanha que a utilizavam para chegar a Santiago de Compostela.

    O “Prata”, não tem nada a ver com o transporte deste material. O nome desta rota vem da pronúncia do termo árabe “balath, que significa “caminho pavimentado”, em relação à via romana.

Via da Prata de Mérida a Salamanca

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